Os ‘buracos’ na Seleção e as promessas que não vingaram
Sempre escuto dizer que para se montar uma boa seleção é pensar em um trabalho a longo prazo nas categorias de base, tanto nos clubes como na Seleção.
Outra frase que sempre ouvi, é que no Brasil temos uma grande safra de ótimos jogadores, ótimas opções para escolher apenas 23 atletas, alguns craques ficam de fora e nunca precisamos naturalizar ninguém para montar uma boa equipe.
Nesta terça-feira, Luiz Felipe Scolari anunciou os futebolistas que irão vestir a camisa amarela na Copa das Confederações. Dos convocados, eu apenas chamaria o Ralf no lugar de Fernando, para fazer a ótima dupla com Paulinho, campeã do mundo. O atleta gremista é uma boa revelação, portanto nada anormal Scolari o chamar.
Outro que eu levaria era o meio-campista Ramires, que é bom tanto na defesa como na frente. Em seu lugar, talvez eu tirasse o Jádson da lista.
Com somente estas duas dúvidas, vemos que Felipão tem um bom elenco nas mãos, mas muito inferior do que outras gerações de boleiros tupiniquins e faltando jogadores acima da média em algumas posições, o que não ocorria antes.
No gol, Júlio César é o titular incontestável. Cavalieri e Jéfferson são bons reservas. Em 2002, por exemplo, o Brasil tinha Dida, Marcos e Rogério Ceni. Três grandes arqueiros e que qualquer um poderia ser titular. Hoje vemos que o jogador do Queens Park Rangers não tem concorrente à altura.
Na lateral-direita, o reserva de Daniel Alves será Jean. O meio-campista de origem fez algumas atuações boas no Flu atuando como ala, mas seleção é outra coisa!
Zagueiros e meio-campistas, ok!
Agora vou falar de dois ‘atletas’ que fazem falta para o futebol brasileiro atualmente. O jogador diferenciado e que tenha respeito dos adversários e o centroavante de primeiro nível.
Sobre o craque diferenciado, Neymar, Oscar, Lucas e Bernard são candidatos ao posto. A jóia santista é uma grande promessa, mas ainda falta fazer ‘barulho’ pela Seleção e com adversários de grande porte. Boa atuação dele pela Seleção Principal eu me lembro só do amistoso contra a Escócia, em Londres. Ele precisa ser para o Brasil, o que Messi é ao olharmos para a Argentina, Cristiano Ronaldo ao vermos Portugal em campo, a dupla Xavi-Iniesta na Espanha e antigamente tínhamos o Zidane, na França por exemplo. Hoje o Brasil não tem essa figura (e não é só culpa desses futebolistas, logo mais falo melhor sobre isso).
Se pensarmos nos melhores centroavantes do mundo, veremos que nenhum é brasileiro. Os grandes homens de área são o sueco Zlatan Ibrahimovic, o colombiano Falcao Garcia, o holandês Van Persie e o uruguaio Edinson Cavani. Sinto falta de um Romário, como em 1994! Damião, Fred e Luis Fabiano apesar de serem competentes goleadores não chegam nem perto do Baixinho e nem dos outros jogadores que eu citei acima.
Aonde estão Kaká, Ronaldinho Gaúcho, Diego, Robinho e Adriano?
No começo dos anos 2000, esses cinco jogadores surgiram no futebol brasileiro e foram tidos como os futuros grandes craques da Seleção Brasileira. As esperanças eram nas Copas de 2010 e 14.
Hoje não é nenhum grande absurdo eles estarem fora da convocação. Ronaldinho foi um craque excepcional até 2006. Depois pouco fez a diferença no Milan e no Flamengo. Neste último chegou em alguns casos a ser mais um em campo. Agora no Galo, está voltando a mostrar vontade, empenho e excelente futebol. Eu o levaria. O Felipão não. Quem sabe se ele mantivesse essa grande regularidade todos esses anos, Scolari pensaria duas vezes antes de não chama-lo.
Kaká viveu seu auge no Milan e desde quando foi para o Real Madrid sofreu várias contusões, não teve sequência de jogo e nem sequer é titular nos Merengues! Nossa esperança no jogador revelado pelo São Paulo passa pelo fato de não termos um grande jogador ofensivo, entre os 25 e 30 anos, fazendo a diferença.
A dupla Diego e Robinho quando surgiu foi tratada como uma dupla de craques do futebol brasileiro. O meia aos 28 anos hoje é um bom jogador na Europa e nada mais. Nunca teve uma grande oportunidade na Seleção e é possível que nem jogue uma Copa do Mundo. Já o atacante, tratado por alguns exagerados, na época, como um novo Pelé, nunca foi o craque das pedaladas que se esperou. Hoje é um bom reserva no Milan e um interessante coadjuvante no mercado europeu.
Já Adriano, centroavante de chute forte, brilhou no Flamengo e no futebol italiano, aos 31 anos, jogou sua carreira no lixo e as notícias que temos do Imperador são sempre relacionadas ao extra-campo!
Por conta destes veteranos que pelo que ‘prometeram’ e não ‘cumpriram’, há espaço para jogadores como Neymar, Oscar, Bernard e Lucas entre os titulares. A perspectiva, se tudo der certo, é que eles estejam no auge em 2018, ou mais tardar em 2022.
Atlético/MG joga bonito e merece a Libertadores!
Dos 12 times considerados grandes do Brasil, três sempre foram muito questionados nos últimos anos sobre sua real condição.Fluminense, Botafogo e Atlético/MG. Por coincidência, estes três estão entre os melhores times do nosso País em 2013! Os dois Alvinegros vem fazendo grandes exibições.
O Galo é show atrás de show! Como é gostoso ver este time jogar! Um time entrosado, que atua para frente e não tem dó do adversário!
Ronaldinho Gaúcho, que apesar de não ser aquele do Barcelona, é muito melhor que o do Milan e do Flamengo. Vem mostrando não só que desequilibra em campo, como tem garra e vontade de vencer.
Ao seu lado tem Bernard, daqueles jovens habilidosos, que você assiste um jogo do Atlético, só para vê-lo em campo.
Na frente, Diego Tardelli, um atacante identificado com o clube de Belo Horizonte e que vem sendo decisivo.
E quem diria, Jô, promessa do Corinthians que rodou alguns times, foi reencontrar seu bom futebol no Atlético/MG! Que partida que fez contra o São Paulo!
A dupla de volantes, Pierre e Leandro Donizete é bem segura e conta com um reserva à altura, que é Josué.
Na defesa, Réver vive grande fase, mostrando que além de ser bom zagueiro, quando vai para a área adversária faz seus gols!
No gol, Victor é um arqueiro seguro. No entanto, dos atletas que jogaram contra o São Paulo, foi o único que não teve bom desempenho. Falhou em dois lances que o ataque são-paulino não aproveitou. A goleada dos comandados de Cuca abafa a má atuação do goleiro.
Faz tempo que o Galo vem tentando se estruturar e montar um bom time. Finalmente parece que conseguiu. Esta equipe por tudo que vem fazendo merece conquistar a Libertadores! São Paulo e Arsenal-ARG que o digam…
O próximo compromisso pelo torneio mais importante das Américas será diante do vencedor de Palmeiras e Tijuana-MEX. Certamente o Alvinegro é favorito e se der a lógica deverá passar adiante e encarar na semifinal ou Corinthians ou um clube argentino.
Se der o Timão, com certeza teremos um jogão! De dois times com bons planteis e jogadores que podem desequilibrar. Os paulistas com aquele futebol eficiente, seguro, mas sem dar show! Já o time de Belo Horizonte, já o descrevi acima, mas pode pesar o fato da inexperiência em Libertadores, e de poucos neste elenco já terem ganho o continente. No entanto, Once Caldas em 2004 e Internacional em 2006 passaram por cima desse fator e foram campeões. Será que o Galo consegue?
Outras da Libertadores:
1-O Fluminense naquele seu estilo que conquistou o Brasileirão vai avançando na Libertadores. Um elenco bom e qualificado, mas que fica muito na dependência das defesas de Cavalieri e dos gols de Fred!
É um time que não passa tranquilidade para a torcida. Deixa o adversário pressionar, faz o arqueiro trabalhar em excesso e em uma boa jogada lança a bola para Fred fazer o gol!
2- Que papelão do São Paulo na Libertadores!! Em 10 jogos, contando a pré-Libertadores, foram 6 derrotas! Campanha para esquecer!
Estaduais:
Dos estaduais considerados importantes, haverá neste final de semana, Santos x Corinthians e Cruzeiro x Atlético/MG. Qual melhor jogo para assistir?
Creio que o clássico mineiro! Este time do Cruzeiro, quem não viu jogar, eu recomendo! Jogadores como Everton Ribeiro, Diego Souza, Borges e Dagoberto vem fazendo boas apresentações! Quem viu o jogo de ida da semifinal contra o Villa Nova,por exemplo, sabe do que eu estou falando.
Lembrando que a Raposa venceu o Galo na primeira fase por 2 a 1. Promessa de bom jogo!
Um dia na A. da Fonte Nova! Um pouco mais sobre futebol moderno
Nesta postagem trago mais um texto sobre as novas arenas que estão sendo erguidas no Brasil. O relato desta vez é do meu amigo e companheiro de FutNet, Victor de Freitas. O jornalista é soteropolitano, vive na capital baiana e presenciou o Ba-Vi do último domingo, válido pelo estadual e que foi evento-teste da Fifa para a Copa do Mundo.Em geral, Victor gostou da nova cancha de Salvador. Os problemas relatados são mais ou menos os mesmos que eu fiz neste blog quando visitei a Arena do Grêmio, como por exemplo o preço abusivo em tudo que é lugar, seja para estacionar um carro ou para se alimentar.
Confira:
Uma visão de dentro da Arena Fonte Nova
Neste mês, estive por duas vezes na nova Arena Fonte Nova desde sua inauguração no dia 7 de abril. No dia 13, vi o jogo entre Botafogo de Salvador e Vitória e neste domingo, 28, estive presente no segundo Ba-Vi da nova praça esportiva da capital baiana.
Localizada no bairro de Nazaré, no centro de Salvador, a Fonte Nova – como é tradicionalmente chamada pelos torcedores – tem acesso fácil e o entorno bem arrumado, de frente para um dos pontos turísticos mais conhecidos da primeira capital brasileira, o Dique do Tororó.
Chegando lá, já encontramos um dos poucos pontos negativos. Um pequeno engarrafamento na entrada do estacionamento – existem dois, nos setores norte e sul – e acontece por conta de existirem apenas duas entradas para cada um dos setores e em um jogo grande como o clássico entre Vitória e Bahia, que tem um grande público, sempre gerará confusão na entrada, fora o preço salgado de R$ 25,00.
Já dentro do estacionamento, onde há uma parte ao ar livre e outra totalmente coberta, vagas à vontade e com acesso que nos põe diretamente na entrada da arena, onde há vários instrutores e nenhum problema na entrada. Porém na saída, outro erro grave do estacionamento. Carros e pedestres saindo ao mesmo tempo, pelo mesmo lugar, e com os mesmos erros da entrada: dificuldade na saída.
Dentro da arena, o que vemos é muita organização e limpeza nos banheiros, quiosques e bares. As únicas reclamações são por conta dos altos preços (Um copo de 300ml de água custa R$ 5,00 e um salgado R$ 7,00 ), porém nenhuma queixa sobre a qualidade dos mesmos
Nos assentos, a setorização é perfeita, as cadeiras comuns são confortáveis, que custam entre R$ 35,00 á R$ 60,00, com tons de azul claro, que deixam o estádio com uma cor bem bonita e agradável para quem vê. Também existe o ‘Lounge Premium’, que é o setor mais caro, custando R$ 165,00, e com assentos diferenciados, sendo mais confortáveis que os do restante do estádio e com um elevador que dá acesso direto ao estacionamento.
Os pontos negativos desta parte do estádio são a não existência de lixeiras, vidros sujos que dificultam a visão de quem está sentado nas cadeiras mais baixas e o não cumprimento por parte dos torcedores em não sentar nos assentos que estão marcados em seus ingressos.
A proximidade das arquibancadas ao campo é algo novo e atraente para todos que visitam, já que Em Salvador, nem o Barradão, nem o Pituaçu são tão próximo ao campo e sem nenhum tipo de alambrado ou grades.
O lado positivo desta inovação é que a maioria dos torcedores percebem a necessidade de cooperar e estão agindo com a educação e segurança que se pedem, apesar de uma minoria do Bahia no Ba-Vi, protagonizar um ato de grotesca falta de educação, quando o tricolor perdia de 2 a 0 para o Vitória e atiraram as caxirolas – o instrumento inventado por Carlinhos Brown para a Copa do Mundo – no gramado.
Por fim, também há dois telões de altíssima definição, que interagem bastante com o público, mostrando as reações dos torcedores nas arquibancadas durante o jogo e o intervalo. Além de um gramado de excelência, baixo, que deixa o jogo mais rápido e legal de se ver.
Enfim, o sentimento geral e que ficou sobre a Arena Fonte Nova é de inovação, de organização e um altíssimo investimento. O fato é que uma praça que o futebol baiano precisava. Com dois clubes de primeira divisão, o que se espera, é que ambos saibam aproveitar desta nova casa da melhor forma possível, principalmente o Tricolor que tem a Fonte Nova como sua casa. Também esperamos que os torcedores saibam aproveitar esta arena, cuidando da forma que deve ser, apesar dos preços um pouco mais altos do que estão acostumados em jogos no maior estado do nordeste do Brasil.
O show do B.Dortmund e o torturante amistoso do Brasil
Ultimamente em conversa com amigos, sempre vem a pergunta sobre quem serão os finalistas da Champions League 2012/13. Muitos apostavam em final espanhola, ou até em Bayern Munique x Real Madrid. Eu apostava em Barcelona x Borussia Dortmund. Agora coloco o Bayern no lugar dos catalães, hehehe!
Quem acompanha futebol alemão desde 2011 pelo menos, já viu esse time do Borussia Dortmund atuar e sabe do que é capaz. Tem Weindefeller que é um goleiro seguro. Hummels na zaga e que é da Seleção Alemã, além de na frente contar com Gotze, Reus e Lewandowski. É uma equipe bem entrosada e que joga um futebol ofensivo. Dentro da Alemanha já mostrou sua força, faltava mesmo era mostrar para Europa e até para o mundo o seu poderio.

Na fase de grupos, passou em primeiro lugar sem perder um jogo e inclusive deixando o próprio Real Madrid na vice-liderança.
Chegou à semifinal com chances de vencer novamente os espanhóis. Os Merengues tem um bom time e jogadores capazes de desequilibrar um duelo. Mas não vivem um bom ambiente, principalmente com José Mourinho brigado com alguns jogadores e deixando Casillas no banco.
Quando a bola começou a rolar os Aurinegros não deram chances aos eneacampeões da UCL e disseram ao mundo: para quem não nos conhece, prazer Borussia Dortmund!
Desde o início da partida, os comandados de Jurgen Klopp partiram para o ataque e não deram espaço ao adversário. Marcos Reus em uma bonita jogada teve chance de fazer 1 a 0. Mas foi nos pés do inspirado Lewandowski que o marcador foi aberto.
Talvez na única falha defensiva dos anfitriões saiu o gol espanhol. Hummels tentou fazer um recuo para Weindenfeller, mas Higuain se antecipou a jogada e tocou para Cristiano Ronaldo empatar. 1 a 1.
No intervalo do jogo, vi algumas pessoas comentando que ‘agora vai o Real’ e ‘já era Borussia’. E eu disse com um amigo meu que não era bem assim e ainda acreditava nos alemães.
Eis que em um segundo tempo inspirado de Lewandowski, aliado a boa atuação dos donos da casa, saíram mais três gols. O polonês fez os quatro gols de sua equipe!
Pode ser que o Real Madrid reverta o marcador, o que é difícil. Mas ao menos o Borussia mostrou ao mundo o seu bom futebol. E nada melhor do que fazer isso contra um dos mais famosos e respeitados clubes do Planeta.
Brasil 2×2 Chile
A CBF parece ter como objetivo estragar o futebol brasileiro. Já faz isso deixando os monótonos estaduais rolarem por vários finais de semana. As quartas e quintas-feiras no Brasil durante o primeiro semestre do ano tem sido mais emocionantes que os sábados e domingos. Desta vez, resolveram adiar os jogos das oitavas de final da Libertadores para por essa merda de amistoso. Um time montado as pressas para um jogo que não valia absolutamente nada (nem como amistoso).

Já haviam feito esse tipo de coisa na Bolívia. Naquela ocasião eu felizmente pude escapar e vi apenas os gols. Desta vez tive que ver essa peleja jogada em Belo Horizonte. Fui escalado para cobrir o jogo.
Senti como se tivesse ganho um ingresso de cinema para um filme que eu não tinha vontade de assistir e como era de um grande amigo meu não pude recusar. Acabei entrando na sessão, entediado e olhando toda hora o tempo para ver se já estava no final.
Que jogo chato! Exceção aos gols de Neymar e Vargas, a partida foi monótona. Um time desentrosado contra outro com pouca qualidade técnica.
As partidas da Libertadores com certeza seriam mais emocionante. Mais vale um Corinthians x Boca Juniors, um Palmeiras x Tijuana e um São Paulo x Atlético/MG do que este Brasil x Chile.
Ex-goleiro Velloso fala sobre Palmeiras, Atlético/MG e muito mais!
Republico aqui neste blog uma matéria que fiz para o FutNet com o ex-goleiro Velloso que teve passagens marcantes por Palmeiras e Atlético/MG.
O arqueiro falou sobre o começo da carreira, o grande time do Verdão de 1996, a apaixonada torcida do Galo e a sensação de jogar clássicos como Palmeiras x Corinthians e Atlético x Cruzeiro.
Colaborou: Renato Felipe
1)Gostaria que você começasse falando sobre como começou seu interesse pelo futebol e como chegou ao Palmeiras.
Na verdade na minha família todo mundo sempre gostou de futebol. Meu pai jogava bola e era palmeirense. Isso influenciou eu e meus irmãos a jogar bola. Eu sempre gostei de jogar no gol. Quando era criança comecei jogando em um time de Araras/SP, depois fiz testes na Ponte Preta , mas acabou não dando certo. Aos 14 anos soube que o Palmeiras, time para qual eu torcia à época e ainda torço, estava atrás de goleiros. Meu pai me levou para fazer testes e acabei passando.
2) Pelas categorias de base quais títulos você conquistou?
Nas categorias de base conquistei apenas um título que foi um Mundial com a Seleção Brasileira na França em 1984. Alguns meses depois eu sofri uma contratura no braço esquerdo, tive que passar por uma cirurgia e fiquei 15 meses longe dos gramados.
3) O Palmeiras sempre teve a tradição de revelar grandes goleiros. Ao que deve, na sua opinião, a esse fato?
Sempre foi uma tradição do clube. Difícil explicar. Na minha opinião, os goleiros do Palmeiras sempre foram unidos , desde categorias de brasil ate os profissionais. Isso vai nos aproximando, e quando chega o momento de estrear no profissional, já estamos prontos.
4) Este ano o Palmeiras contratou um goleiro (Fernando Prass) o que não ocorria desde o início dos 90. O que você achou disso? Houve uma ‘queda’ na produção dos goleiros no Palmeiras?
Não, o último grande goleiro que o Palmeiras revelou é o Diego Cavalieri, só que ele está no Fluminense. O Palmeiras segue revelando bons goleiros. O Deola é um bom goleiro tecnicamente falando, mas assim como Bruno, pegaram momentos ruins no Palmeiras, o que fez com que tivessem dificuldades para se firmarem como titulares.
5) Como você vê o Palmeiras e essas crises que o clube tem e sempre vaza na imprensa. Na sua época era assim também?
Um problema histórico que o Palmeiras tem é esse. Os problemas internos sempre vazam pela imprensa. As vezes um problema que era simples de resolver, que podia resolver nos vestiários acaba indo para o público e muitas vezes parece mais grave do que realmente era. Isso não é de hoje, na minha época era assim. Esta é uma questão que se precisa resolver no Palmeiras.
6) Voltando a sua carreira você lembra o jogo que você estreou pelos profissionais?
Foi em 1988 em Ponta Grossa/PR em um amistoso contra o Operário, onde substitui o Zetti e o Palmeiras venceu por 5 a 1. Depois fui titular em um amistoso contra o Flamengo, onde me sai bem e posteriormente joguei o Campeonato Paulista. Fiquei ate o início de 1992, onde chegou o Nelsinho Batista para dirigir o Palmeiras, ele pediu a contratação do goleiro Carlos e acabei barrado. Eu pedi para ser emprestado para seguir jogando,só que o Palmeiras avisou que não me emprestaria para um time concorrente e sim para uma equipe da Série B do Brasileiro. Acabei me transferindo para o União São João onde consegui os acessos para a Série A-1 do Paulista e Série A do Brasileiro.
7) Falando em União São João, você que jogou lá e é de Araras o que acha da situação do time que foi para a Série B do Paulista?
O União São João é mais uma vítima do que acontece com os clubes pequenos do Brasil. Jogam campeonatos deficitários. A Federação não apoia e a TV só dá atenção para os times grandes. Outras equipes como Novorizontino e Noroeste,por exemplo que foram fortes no passado vivem a mesma crise que o União.
8- Você ainda teve uma passagem breve pelo Santos, como foi?
No Santos joguei apenas cinco meses. Quando terminou meu empréstimo pelo União eu retornei ao Palmeiras, mas em seguida sofri uma lesão na mão e o Sérgio tomou a vaga de titular. Para não ficar sem jogar fui emprestado ao Santos onde disputei o Brasileirão. Depois retornei ao Palmeiras em 1994, onde conseguimos ser bicampeão Paulista e Brasileiro. Foi uma época muito boa aquela. Tínhamos um bom ambiente de trabalho, onde todo mundo se dedicava, se cobrava.
9) Em 1996, você fez parte daquele timaço do Palmeiras campeão paulista com 102 gols marcados e apenas 19 sofridos. É verdade que vocês estavam tão confiantes na época que ao entrar em campo sabiam que iam ganhar o jogo, só não sabiam de quanto?
É verdade! Nosso time tava tão confiante que entravamos em campo sabendo que íamos vencer, só não sabíamos de quanto (risos). Lembro de ter vencido o Santos, na Vila Belmiro por 6 a 0, o Novorizontino, em Novo Horizonte por 7 a 1, o Botafogo, em Ribeirão Preto por 8 a 0. Ainda teve um jogo pela Copa do Brasil contra o Sergipe que vencemos por 8 a 0. Eramos um time muito forte. Dos 30 jogos que fizemos pelo Paulista, perdemos apenas para o Guarani por 1 a 0, em Campinas. Eu ainda lembro daquele jogo. Foi um dia atípico. Tivemos muitas chances de fazer gols, mas a ‘bola não quis’ entrar.
( Obs: Em 30 jogos daquele estadual, o Palmeiras ganhou 27, empatou 2 e perdeu apenas 1. O regulamento previa que todos jogassem contra todos em turno e returno. O campeão de cada turno fazia a final. Como o Verdão venceu ambos acabou campeão sem precisar da final. Outras goleadas a serem destacadas: Palmeiras 6 a 1 Ferroviária; Ferroviária 1 a 5 Palmeiras, Palmeiras 5 a 0 União São João, Palmeiras 4 a 1 Rio Branco, Palmeiras 4 a 1 Juventus e Palmeiras 6 a 0 América).
10) Uma pena que aquele time só tenha durado no Campeonato Paulista.
Pois é. Aquele time teve repercussão mundial. Lembro de jornais da Itália destacando a nossa façanha. Fomos muito visados. Não deu para segurar os jogadores. O Flávio Conceição foi embora, o Djalminha também, o Muller , o São Paulo pediu de volta. Isso acabou prejudicando na disputa da Copa do Brasil, onde acabamos com o vice-campeonato perdendo para o Cruzeiro na decisão.
11) Em 1996 você era tido como um dos grandes goleiros do Brasil, mas não era convocado para a Seleção Brasileira. Isso te incomodava?
Isso foi uma rotina na minha carreira. Fazia bons jogos e me pediam na Seleção Brasileira. Normal, sempre me foquei em fazer meu trabalho nos clubes. Acabei tendo uma chance ou outra, mas não tive regularidade.
12) Um dos goleiros que você viu aparecer para o futebol foi o Marcos. Você que o acompanhava de perto pensou que ele poderia ter chegado tão longe?
Sim. Nas categorias de base se via que ele tinha potencial para se tornar um grande goleiro. Depois com os profissionais ele sempre teve muita facilidade de se entrosar com os outros jogadores o que facilitou sua adaptação no time principal.
13) Você ficou no Palmeiras até 1999, onde conquistou ainda a Copa do Brasil e a Mercosul em 1998 e a Libertadores de 1999. O que te fez depois ir para o Atlético Mineiro?
Na verdade, eu joguei a frase de grupos da Libertadores de 1999 e depois machquei a mão. O Marcos foi o meu substituto e tomou conta da posição. Aliado a isso, meu contrato com o Palmeiras estava terminando e tive propostas do Vasco e do Atlético Mineiro para atuar. Optei pelo Galo, onde fui muito feliz.
14) Conte um pouco como estava a situação do Atlético Mineiro quando você chegou.
A situação por lá não era das melhores. A estrutura de trabalho não era boa e os salários não eram pagos em dia. A mentalidade dos dirigentes na época era reestruturar o time, construir um bom centro de treinamento e sanar as dívidas do clube. Houve um investimento e dedicação muito forte para fazer o Galo voltar aos seus melhores dias. No meio dessa ‘reforma’chegamos a final do Brasileiro de 1999, onde perdemos a para o Corinthians. Ainda nos classificamos para a Libertadores, o que não acontecia com o Atlético há 17 anos.
15) A torcida do Atlético/MG sempre teve fama de ser diferenciada e fanática. Você concorda?
Sim. A torcida do Atlético/MG realmente é diferenciada. Eles são muito fanáticos, sempre apoiam o time, vão ao estádio, incentivam. Fui muito bem recebido por eles e nunca tive problema com os torcedores. Tive uma passagem maravilhosa por lá.
16) Qual clássico é mais gostoso de jogar, Cruzeiro x Atlético/MG ou Palmeiras x Corinthians?
Os dois são muito legais, mas acho que o clássico mineiro é mais emocionante. Em São Paulo, não tem só Palmeiras e Corinthians, ainda há o São Paulo e o Santos, então divide a atenção entre os quatro times. Já em Belo Horizonte a cidade é dividida apenas em dois clubes, isso aumenta a rivalidade e o clima de clássico no dia do jogo é muito bom.
17) Profissionalmente você jogou em cinco clubes. Creio que Palmeiras e Atlético/MG foram os mais marcantes. Qual dos dois você mais gosta hoje?
Fico Dividido entre Palmeiras e Atlético/MG. Torço para os dois, e acompanho ambos. O Palmeiras é aquele time que eu torço desde criança e tive uma passagem vitoriosa por lá. Já o Atlético/MG é onde eu fui bem recebido e passei grandes momentos por lá.Nos outros clubes, foram passagens mais rápidas. No União São João foi uma temporada só, no Santos foram só cinco meses e no Atlético Sorocaba foram três jogos. Neste último clube, eu acabei lesionando a mão e decidi me aposentar.
18) Falando do futebol brasileiro de um modo geral. Comparando o da sua época com o de agora, você nota quais diferenças?
Acredito que o futebol brasileiro hoje está mais estruturado que na minha época e o envolvimento da mídia e dos patrocinadores são maiores também. O que acho que está diferente é que hoje não há tantos jogadores decisivos como antes. Na minha época havia mais jogadores que decidiam do que no futebol de hoje.
19) Por fim, acredita que teve uma carreira satisfatória ou tem algum objetivo não alcançado?
Penso que poderia ter tido mais sequência na Seleção Brasileira. Joguei apenas um jogo (um amistoso, Espanha 3×0 Brasil). Sempre fica aquele gosto de que poderia ter ido mais longe com o Brasil e jogador uma Copa do Mundo.
São Paulo supera Galo,na raça!
As chances do São Paulo avançar nas oitavas de final da Libertadores eram mínimas. Eu não acreditava. Um pouco pelos tropeços do Tricolor, por depender de outros resultados e também pelo bom futebol que o Atlético Mineiro vinha apresentando nesta temporada.
Para este jogo Ney Franco não poderia contar com Jádson e Luis Fabiano, ambos suspensos. Dois jogadores fundamentais neste time. O primeiro pelas jogadas que cria e o segundo por ser um centroavante acima da média e decisivo. O quarteto ofensivo foi formado Douglas, Ganso, Osvaldo e Aloísio.
Já o técnico Cuca tinha os desfalques de Bernard e Tardelli. Em seus lugares atuaram Serginho e Luan. A qualidade do time cai, principalmente por conta do meia que é muito habilidoso. Mas devido as circunstâncias do Atlético, os desfalques não foram tão graves assim.
A partida foi como qualquer jogo tenso. Truncada, no meio-campo e com poucas oportunidades de gol.
O São Paulo começou pressionando o Galo, mas tinha dificuldades em entrar na área atleticana e finalizar. Osvaldo foi o jogador mais ousado. Procurava furar o bloqueio adversário com seus bons dribles, mas sem sucesso na hora de chutar.
No primeiro tempo, as melhores oportunidades foram do Alvinegro, uma com Jô e duas em cobranças de falta com Ronaldinho Gaúcho. Nada que fosse testar o coração do torcedor adversário, mas foram três bolas que passaram pelo gol dos anfitriões.
No intervalo da partida acreditei que o São Paulo não fosse conseguir a classificação e achava que o Atlético colocaria pressão no segundo tempo. Ledo engano!
Na volta à segunda etapa, o São Paulo iniciou pressionando mas sem aquele perigo à meta de Vitor.
‘Precisou’ Leonardo Silva derrubar Aloísio na área para o São Paulo ter sua primeira grande chance no jogo. Rogério Ceni cobrou e fez 1 a 0. Neste momento, o Arsenal-ARG estava ganhando do The Strongest-BOL e com isso os paulistas estavam avançando às oitavas de final.
Cuca colocou Neto Berola no jogo e tirou Serginho. Já havia posto Alecsandro antes, mostrando que queria sair de campo com os três pontos.
Mas o Atlético se antes se defendia bem, não se pode dizer o mesmo do ataque. Principalmente no segundo tempo, que não conseguia meter perigo nos zagueiros do São Paulo.
No segundo bom lance dos tricampeões da Libertadores e na primeira boa jogada de ataque saiu o segundo gol. Ganso deu um bom passe para o Osvaldo que tocou para Ademílson, dentro da área, chutar e fazer 2 a 0. Confesso que olhando o banco de reservas do time do Morumbi não via grande coisa. Assim como não esperava de Ademílson. Mas o prata-da-casa mostrou oportunismo e selou a vaga para a segunda fase.
O São Paulo não jogou bem tecnicamente falando, é fato! Mas teve garra, esperança e personalidade para vencer a melhor equipe da fase de grupos da Libertadores.
Agora os dois voltam a se enfrentar. Promessa de jogão! Não como o desta quarta-feira, mas sim aquele da primeira rodada, no Independência, onde o time de Belo Horizonte venceu com uma boa atuação de Ronaldinho Gaúcho. Aquela partida foi sensacional!
Não dá para apontar um favorito. O São Paulo, avançando de fase, tem tudo para esquecer a má campanha na chave 3 e começar ‘outra competição’. Já o Atlético não pode deixar para trás a brilhante campanha e o bom futebol que vem apresentando até aqui. Os paulistas terão a volta de Jádson no primeiro confronto e de L.Fabiano no último. Já o Galo deverá contar com Diego Tardelli e a estreia de Josué, bom volante que foi campeão pelo próprio tricolor da Libertadores em 2005.
O vexame dos paulistas na Copa do Brasil
O São Paulo é o estado com mais representantes na Copa do Brasil. 12 no total, levando em conta que Palmeiras e Corinthians só entram na fase final.
No entanto, das dez equipes que entraram no início do torneio, cinco já estão eliminadas!!!
Começando pela Portuguesa que foi desclassificada no Canindé, diante do Naviariense/MS. Depois o Guarani perdeu para o Confiança/SE, no Brinco de Ouro, nos pênaltis. Ainda tivemos São Caetano e Grêmio Barueri, derrotados pelos respectivos clubes paranaenses Arapongas e Cianorte. Por fim, o Noroeste foi até Santa Catarina e tomou de 3 a 0 do Criciúma.
O Santos venceu o Flamengo/PI por 2 a 0, é verdade. Mas o jogo de ida foi 2 a 2 e na peleja da Vila Belmiro o marcador foi aberto só aos 25 minutos do segundo tempo. Isto é pouco pela diferença de elenco de ambos. Mas ao mesmo tempo é reflexo de um time que depende muito do Neymar e não faz boas apresentações em 2013.
Quem salvou mesmo foi o Santo André que ganhou do Veranópolis/RS por 2 a 0 e enfrenta o Goiás na segunda fase.
É a semana não foi boa para os clubes de SP. Na outra e na retrasada respectivamente, o Bragantino eliminou a Águia Negra/MS e a Ponte venceu o Itabaiana/SE sem precisar do jogo da volta.
Na semana que vem o São Bernardo decide sua sorte contra o Paraná, em Curitiba. Primeiro jogo foi 1 a 1.
Rebaixamentos de Guarani, S.Caetano e U.S.João
Rebaixamento faz parte do futebol e é bom para uma competição. Rotatividade entre clubes em um campeonato, além de proporcionar emoções nas últimas rodadas.
Gosto do regulamento que pune três ou quatro times para uma divisão inferior. A diversificação de equipes anima um torneio. Principalmente se um dos envolvidos é um clube de tradição ou renome. Fica aquela expectativa se vai cair ou não.
No entanto, após a queda anunciada de um renomado sempre fica uma sensação estranha, principalmente daqueles que abusam do coração do torcedor.
Para um adepto ser rebaixado é sempre ruim (quem nunca sentiu isto está mentindo, ou nunca gostou de um time de São Carlos). Mas alguns clubes parecem que tem como meta chegar ao ‘fundo do poço’ e fazer com que as próximas gerações esqueçam seus tempos de glória.
Neste final de semana três times paulistas que já fizeram história à nível nacional e internacional tiveram mais um descenso em sua trajetória. Guarani, São Caetano e União São João (este já estava a algumas rodadas, mas a competição se encerrou neste final de semana).
Guarani
Talvez o estado de São Paulo seja o único que além de seus clubes consolidados da capital, possui equipes do interior de tradição como Guarani e Ponte Preta. Os outros em geral, dependem muito das agremiações da capital, alguns nem isso.

Todos nós quando começamos a gostar de futebol sempre ouvimos grandes histórias dos dois times de Campinas.
A minhas primeira ida à uma partida de Série A de Brasileiro foi no Estádio Brinco de Ouro da Princesa. Toda vez que lembro daquela cancha me vem o refrão ‘Avante,Avante meu Bugre’ que toca em jogos por lá. Tenho um grande amigo que é bugrino de coração e ainda conheci outros quando vivi em Campinas.
Estes hoje devem estar sofrendo muito. Nono rebaixamento em 12 anos. Acho que clube nenhum no mundo viveu tamanha tragédia!
O que é uma pena para um time que foi campeão brasileiro e por muitos anos frequentador da Série A do Brasileiro.A realidade agora é Série A-2 do Paulista e Série C do Brasileiro.
Em 2013, as notícias do Alviverde são muito ruins. Falta de estrutura, salários atrasados, jogadores deixando a equipe e indo para clubes inferiores, crise nos bastidores e assim vai.
A pergunta que fica é: até onde vão querer levar o Guarani? 4ª Divisão de São Paulo?
São Caetano
Sabe aquela história de montar um time em sua cidade e tentar levá-lo ao topo do mundo? Foi mais ou menos isso que aconteceu com o São Caetano.
Fundado em 1989, o Azulão 15 anos depois já tinha em seu currículo dois vice-campeonatos brasileiros, um vice da Libertadores e um Campeonato Paulista. Quase foi ao Mundial de Clubes.
No entanto, como muitos preferem acreditar, depois da morte do zagueiro Serginho em campo, o time do ABC paulista nunca mais foi o mesmo.
E é verdade. Apesar dos poucos anos de vida eu já o considero um time tradicional por tudo que fez. Mesmo não tendo uma grande torcida, o São Caetano já está na história do futebol brasileiro.
Desde 2006 na Série B do Brasileiro, o São Caetano agora cai para a Série A-2 do Paulista, fugindo ainda mais dos holofotes. Apostar em jogadores como Fábio Costa,’ex-aposentado’, Rivaldo, que vem estragando sua linda biografia,Jobson, ‘além das 80 trocas de técnico ao longo do estadual’, não foi uma boa. Agora é juntar os cacos para seguir adiante na Copa do Brasil e Na Série B do Brasileiro de 2013 e evitar que ‘suma do mapa’.
União São João
E o União, hein? Que choque de realidade para quem começou a acompanhar o futebol nos anos 90! De Série A de Brasileiro, o time que revelou o lateral-esquerdo Roberto Carlos foi para a QUARTA DIVISÃO do Campeonato Paulista. Ou seja, ‘sumiu do mapa’!
O clube que fez a cidade de Araras ficar conhecida nacionalmente vai disputar a Série B do estadual e ano que vem nem Copa Paulista jogará! O U.S.J provou que existe o fundo do poço. Em 16 anos saiu da Série A do Brasileiro e foi para a 4ª Divisão Paulista. Que coisa!
Brasileiros mandam vídeo motivacional aos jogadores de Taiti
A presença do Taiti na Copa das Confederações no meio do ano no Brasil será uma das atrações.

Uma das coisas legais que o futebol nos proporciona é saber da existência de países que se não fosse este esporte, dificilmente conheceríamos! Creio que se não fosse a Copa do Mundo, dificilmente saberíamos da existência de Togo, por exemplo. Sempre costumo dizer, em tom de brincadeira, que quem acompanha futebol acaba sabendo da existência de mais nações do que quem não gosta.
O Taiti é mais uma nação ‘escondida’ na Oceania. Se não fosse pelo esporte praticado pelos pés eu jamais tomaria conhecimento deles.

Por conta disso e por ter uma população em torno de 178 mil habitantes, esta Ilha que pertence a França se torna uma atração exótica nesta copa que reúne os campeões continentais.
Para os taitianos estar neste torneio que conta com oito países é como se ganhassem uma Copa do Mundo. Pela primeira vez em sua história disputarão uma competição intercontinental.
É verdade que contra Espanha, Uruguai e Nigéria a chance de passar à semifinal é quase zero. Mas só de jogar diante dos atuais campeões do mundo e que tem a base do Barcelona, será uma façanha e tanto! Se nestes três compromissos conseguirem anotar um gol já terão motivos para comemorar.
Para incentivar o time que venceu a Nova Caledônia (e este eliminou a Nova Zelândia, a favorita, na semifinal) na final da Copa da Oceania, membros do Futebol Alternativo fizeram um vídeo lhes desejando sorte e mostrando que terão adeptos na sede do campeonato.
O Futebol Alternativo começou com uma comunidade no Orkut (eu acompanhava na época, mas não participava) e hoje está em um fórum no Facebook.
Um dos que ajudou a fazer o vídeo foi o meu amigo e jornalista Mateus Vilar Schuler. Ele afirmou que alguns jogadores da Seleção de Taiti já receberam o vídeo e que a meta é que chegue até a confederação de futebol daquele país. A produção colocou a legenda em francês, idioma falado por lá.
Ficou bem bacana, mostra algumas cenas da decisão diante dos neocaledônios, depois relembra algumas surpresas ao longo da história do futebol e termina mostrando fotos e o nome dos atletas que vestem a camisa daquela equipe.
Confira:
Freddy Adu no Bahia. Mais uma atração no Brasil para 2013
Nesta sexta-feira se confirmou a contratação do meia-atacante Freddy Adu como novo reforço do Bahia.
Esta é mais uma daquelas negociações que agitam o mercado do futebol brasileiro, assim como Seedorf no Botafogo e Forlán, no Internacional.

É verdade que com 23 anos, Adu fez menos do que os dois citados acima. Mas só do meia, que surgiu como o Pelé dos EUA (e não é), vir atuar no nosso futebol já é uma grande notícia.
O ganês naturalizado estadunidense foi tido como uma grande promessa do futebol. Aos 15 anos já atuava em times profissionais e era especulado em grandes clubes da Europa. Aos 17, já atuava pela seleção principal dos EUA.
No Velho Continente foi contratado pelo Benfica em 2007. Sem nunca se firmar no time lusitano acabou emprestado para pequenos clubes da Europa e desde 2011 atuava no Philadelphia Union-EUA.
A pergunta que fica agora é: será que o jogador nascido em 1989 vai vingar no futebol, ser um líder do Bahia e finalmente virar uma realidade futebolística ou vai jogar três, quatro jogos, não fazer nada em campo e depois ir embora quem sabe para um ‘mundo árabe’?
Tomara que dê certo e seja mais uma atração do Brasileirão!
[-OFF-]Mas afinal, vale a pena ir ao Rock in Rio?
Nesta postagem saio um pouco do tema de futebol, o que não fazia algum tempo, e falarei pela primeira vez de um assunto não relacionado ao esporte. Me deu vontade, só por isso!
Uma das notícias que me chamou a atenção na quinta-feira foi a rápida venda dos 450 mil ingressos do Rock in Rio em apenas 4 horas.
O RiR é um evento amado e odiado por muitos. Amado pois a quantidade de bilhetes vendidos já diz muito, e odiado, principalmente pelos rockeiros, porque ele é extremamente comercial, reservando um ou dois dias para as bandas do estilo.
Muita gente ainda reclama que falta um evento de Rock n Roll e Heavy Metal no nosso País. Um que tenha uma periodicidade regular. Assim como acontece com o Wacken, na Alemanha.
Não acho que seja tão assim a realidade brasileira. Temos o tradicional Araraquara Rock que acontece anualmente, e trouxe bandas nacionais, no peso de um Raimundos, Krisiun e Viper, e internacionais como Biohazard. Há ainda o Roça n’Roll em Varginha/MG, que cresce a cada edição e este ano trará Grave Digger e Orphaned Land! Também existe o Grito do Rock, que passa por São Carlos/SP e dá espaço para grupos menores e o Rock Feminino em Rio Claro que já trouxe Girlschool,e eu pude ver essa lenda ao vivo e na faixa!
Mas claro, queremos coisas maiores. O M.O.A em 2012 fez todo mundo acreditar que podia ser o Wacken Tupiniquim, mas foi um fiasco e só tinha pilantra por trás daquilo. E o Rock in Rio sempre aparece como uma esperança e não é, pois se trata de um entretenimento comercial e que apenas visa o lucro.
É verdade que este evento foi revolucionário, pois em 1985, sua primeira edição,trouxe bandas gringas, algo raro no nosso Brasil até então. Por conta disso, o maior país da América Latina começou a receber mais bandas da Europa e dos EUA para tocar por aqui. Foi uma porta de abertura, mas depois disso, como nós sabemos perdeu praticamente sua essência.
Coloca preço abusivo no ingresso e trata o principal gênero musical como um fator coadjuvante. Dispensa comentários os dias em que não terão rock (a maioria), pois Beyoncé , Ivete Sangalo, Olodum , Mallu Magalhães, Bnegão, e a parte eletrônica é de um mal gosto total. Ainda há artistas bons, como Ivan Lins, Fernanda Abreu, Moraes Moreira, mas que não são rock, por isso não deviam estar lá.
Indo ao que interessa, de todas as bandas que estão nos dois palcos principais a que realmente vai doer de perder será o Slayer. De todos os grupos escalados, dos úteis, esse é o único que eu realmente queria ver. O som desses californianos é de deixar qualquer um de pescoço dolorido. O Iron Maiden, que tocará no mesmo palco que Kerry King e cia, eu já vi duas vezes e não compensaria ir até lá, pagando um preço tão caro (R$260,00 o bilhete, fora a passagem e a estadia). A Donzela é a minha banda do coração, onde tenho todos os cds de estúdios originais (aprendam como se faz, molecada do MP3) e que amo muito. Mas fica para um próximo encontro. A piada nesse dia será escalar Avenged Sevenfold e Kiara Rocks no mesmo palco que os dois acima. Não dá para colocar Emo, Thrashers e afins, juntos. O Avenged é a aquela típica banda lixo que não se sabe como faz sucesso. Já o tal do Kiara eu não conhecia, mas procurei vídeo no youtube e achei ruim, principalmente o vocal que quer parecer hard mas me lembra sertanejo (eca!).
Já no Palco Sunset, um menor que o principal, tocará Sepultura, Helloween com Kai Hansen, Destruction, Krisiun e Viper. Surpreende a dupla alemã com o trio brasileiro. Boa mistura! Supreende porque exceção ao Sepultura, essas bandas são muito underground para tocar no Rock in Rio. Em geral são coisas mais pops. Aliás Destruction e Helloween não estão no palco principal e Avenged e Kiara estão,por quê?.
Bom vamos aos fatos, modéstia à parte, daquelas bandas eu já vi todas ao vivo e por um preço bem menor. Não compensa para mim ir até a Cidade Maravilhosa ver de novo e por um preço muito maior. Krisiun e Viper eu vi no Araraquara Rock. Isso mesmo, de graça! Sepultura eu vi no Live n Louder em 2006, quando paguei R$60,00 (estudante) para ver 12 bandas . E coisa boa, do peso de Stratovarius, Nevermore, Primal Fear, Gothard, Doro Pesch, (a deusa do metal), David Lee Roth e por aí vai.
Heloween eu assisti em 2007, com o Gamma Ray, em São Paulo e dispensa comentários (tá, o Andi Deris não chega ao agudo do Michael Kise, mas foi bom mesmo assim). Destruction eu tive a honra de assistir este ano em Porto Alegre e pagando R$80,00.
Nos outros dias, de útil que vai ter será o Metallica. No entanto, sou daqueles que bom mesmo era até o And Justice For All. Black Album, Load e Reload tem músicas boas, mas nada que se compare aos 4 primeiros. O Garage Inc e S & M são legais mas não são de composições inéditas. Saint Anger é ruim e, os outros dois não conheço direito. Não compensa ir até a antiga capital federal para uma apresentação deles. Ainda tem de interessante o Nickleback, que é das poucas bandas de New Metal que eu gosto, mas nada que empolgue para fazer esse deslocamento. Alias Sad But True é bem melhor com eles do que com o Metallica,hehehhe.
Ainda haverá um tributo ao Cazuza e outro ao Raul Seixa que deverá ser bonito, além de Skank, Frejat e Capital Inicial que são boas bandas do cenário nacional.
Enfim, como dito acima eu paguei R$60,00 para ver 12 bandas boas ao vivo,já paguei R$5,00 para ver o Dr.Sin. Vi Girlschool, Viper , Krisiun, Torture Squad e outros afins na faixa. Por que tenho que pagar essa estupidez para ver tudo isso?
Não rola! precisamos de um evento acessível ao brasileiro, pois depois os mesmos artistas retornam à cá e por um preço menor (o consumidor se sente feito de otário). Não compensa!
Enfim, também precisamos de um evento que seja característico do estilo.
Precisamos mais de Liven n Louder (este ano terá a sua terceira edição) e menos Rock in Rio! Mais Loudness, Pink Cream 69, Testament, Carcass e menos Beyoncé, Justin Bibier, Britney Spears, Patati Patatá e Trem da Alegria. Cada um na sua e em seu respectivo festival!
Como disse um amigo meu ao ser questionado se iria para o Rock in Rio: ” Se acha que eu vou pagar R$260,00 para ver Slayer e saber que do lado está tocando Ivete Sangalo?”
Genial e engraçado!







